domingo, 29 de junho de 2008
quinta-feira, 26 de junho de 2008
Fiz-te, Poesia
Escolhi "você"
Houveram tantas a escolher
Logo a palavra errada
Que não me faria sentido
Como um verbo perdido
Numa frase inacabada
Um poeta de mão atada
Não quero teus sinônimos
Somente sua perfeita tradução
Tudo aquilo que não sentimos
Ah, simplória solidão
Somos palavras e não frase
por isso, peço-te acabe
Coloque o ponto final
Nesta história que nem começou
És o tudo dos meus versos
Da insônia, às rimas feitas
Só mente, peço
Aceite, agora és imortal
A mais bela das literaturas
Não haverás outra qual...
quarta-feira, 25 de junho de 2008
domingo, 22 de junho de 2008
Mesa pra dois
È domingo, o dia mais sem graça da semana, estou aqui só, mais só do que nunca, as únicas vozes que eu escuto são as vozes da TV ligada (nem me pergunte qual o canal), também ouço uma boa música para descontrair. Mais um domingo triste, um domingo doas mais lindos que eu já vi, lá fora pois aqui dentro só enxergo a minha imagem no espelho (quando fui escovar os dentes) e uma foto, lembrança de outra foto, estampada na minha memória.
Olho para o meu velho celular e imagino ele tocar e ser você, você mesma, a quem tenho dedicado os meu versos e meus pensamentos, há aquela foto que falei é a sua também. E o celular permanece lá imóvel, até me esqueço do telefone (fixo) pois já fazem dias que ele não toca (vai aproveita agora e liga pra mim), pode parecer que estou fazendo drama, quem dera fosse, na verdade eu queria estar entre meus leais amigos, agora só me resta a companhia da minha, também leal, garrafa de vodka que me faz iludir, para fugir deste meu mudinho solitário.
Esquecendo o celular, a vodka, os amigos... vou direto ao assunto, este fato ocorreu-me há algumas horas atrás, já se passavam das 12h e a fome apertava resolvi então esquentar minha comida, fiz como manda a regra preparei o refrigerante e coloquei a lasanha no forno, então decidi pôr a mesa, foi então que enquanto pensava em você peguei os pratos, isso mesmo quando menos percebi havia colocado dois pratos sob a mesa então caí em gargalhada, não da cena cômica que passei e sim pela ilusão de estar vivendo aquilo com você e que a qualquer momento ouviria a campainha tocar e você adentrar pra me fazer agraciar com a tua presença. Já que na mesa haviam dois pratos aproveitei para colocar dois copos, afinal você iria beber algo (refrigerante, fique claro), e como não podia deixar passar em branco, literalmente, servi o seu prato junto com o refrigerante, almocei olhando para aquela cena e torcendo (Que ela não demore, a comida pode esfriar) e através deste meu primeiro “conto” faço-te esta pergunta.
Vai deixar a comida esfriar?
sábado, 21 de junho de 2008
Muro dentro de mim...
Sob suor, sangue e preces
Para tudo por separar
As razões do verbo amar
Os tijolos virão depois
Depois, de ardor e decepção
E mais um comum, não
Separar tudo após
Para pintar, um lado com azul
Outro com um tom de cinza
Uma beleza distinta
Num contraste incomum
Esse muro foi feito por você
De dentro de mim
Para barrar a sua entrada
Na dor, pondo um fim
quarta-feira, 18 de junho de 2008
Sentir do dia-a-dia
Por que gostar de alguém
Sofrer neste querer bem
Esquecendo do si
Pensando só no ti
Os carros passam, é veloz
Escuto, mas só ouço sua voz
Numa pressa demorada de chegar
Todos, só imaginar
Tudo é sempre igual
Se não te sinto, sinto
Sinto-me um ser banal
Não te quero, sinto, minto
Ao meio-dia, à meia luz
No inteiro eu, no meio nós
Um poema comum que me conduz
domingo, 15 de junho de 2008
quinta-feira, 12 de junho de 2008
Dia dos Namorádos
quarta-feira, 11 de junho de 2008
Foi só sonho...
Num sonho impossível
Agora não pude acordar
O fim mais previsível
Nuvens eram de algodão
Doce, era viver assim
Calmo, sossego no jardim
Do éden, sem haver solidão
Há um colorido especial
Meu ser especial
Que transformei em poesia
Na ardorosa anestesia
D'uma moça que dizia
"Acorde e vá
Vá buscar a felicidade
Esqueça a incapacidade
Acorde e vá"
domingo, 8 de junho de 2008
Elementos de vida
As luzes da cidade se acenderam
Minhas poucas palavras se perderam
Até a lua sorriu, como és bela
O mar ali, presente
Num cenário perfeito
O amor me faz impotente
Senti o coração sair do peito
Faltou palavras para declarar
Soprou o vento, medo de tudo desmoronar
Restar apenas eu...
Desculpe este coração, que já é teu
As ondas nas pedras batiam
Num só som que dizia
"Um amor ali havia...
Dois? quem sabe ao dia, seriam.."
Fiz com amor, este pobre poema
Que não cura minha tormenta
Em versos incertos
No futuro das constelações
Eterno, com ou sem paixões
sábado, 7 de junho de 2008
sexta-feira, 6 de junho de 2008
Frase de Espelho
quarta-feira, 4 de junho de 2008
domingo, 1 de junho de 2008
A Deus
Depois do que não foi
Eis o que restou
Um ser sem amor
Sem ser o que me dói
Agora canto meu pranto
Nada se ouve
A dor fez silêncio
Impossível viver
Revela-te
Antes de dizer-me adeus.




