Um blag, contendo poesias sinceras deste que vos fala e outras "criações" e junções feitas com toda inspiração (alegria + tristeza) dos amores que vivi e das pessoas que escreveram sua página no meu livro da vida. Obrigado e Volte sempre que puder (Aceita uma xícara de café?)


quinta-feira, 28 de abril de 2011

De mim

Quero ser poema
Breve doce dilema
Solução incapaz
Sentimento perspicaz

Faz-me novo viver
Faz-me esquecer
Das coisas que fiz
Males que não fiz

Nas entrelinhas dizes
Fingo, seres felizes
Mascarados sofrido em verso
Tortos caminhos que atravesso

E mostro-me para mim
Triste ser assim
Pobre de mim
Quem não soube ser feliz

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Até...


Vou correr até
Cansar a pé
Deixar um outro alguém
Ali, um pouco mais além

Vou desistir até
Abandonado a fé
Destruída aqui dentro
Fazer de mim, meu centro

Vou sonhar até
Até...?
Até nunca mais

terça-feira, 26 de abril de 2011

De fingir felicidade


Faltou coragem
Sobrou paisagem
Sozinho, a margem
Vejo pessoas no vai e vem

Permanecendo sem lágrimas
Lembranças apenas
Das perfeições destruídas
Nas paredes construídas
Ninguém pode entrar

Alguém que faça sertir vivo
Algo que não consigo
Fazer bem para mim mesmo
Vejo passar, a esmo

E assim vamos
Fingido ser feliz
Como todos, somos
Vendido a mim, meretriz

domingo, 24 de abril de 2011

De dentro


De que adianta te ver
Se não consigo dizer
Aquilo que planejei
Nos sonos mal dormidos, sonhei

Te ver de longe é minha sina
Escreve e não assina
Na ilusão de ler
Como mágica ser.

Me escondo e e tranco
Em palavras não ditas
Palavras engolidas
Dói, não me canso

Respire fundo
E não mudo
Só sei lamentar
Daqui de dentro, chorar

terça-feira, 19 de abril de 2011

Frases do Twitter

"Ninguém escreve porque tem alguma coisa a dizer, mas sim porque tem alguma coisa a apagar."
@carpinejar

noVIDAde


Quero ar puro respirar
Segundos meu penar
Olhar, colocar ponto final
Cansado de lutar por outro final

Novos horizontes, distantes
Me fizeram sem coragem
Buscando nova paisagem
Com motivos e novos amantes

De outras perspectivas
Com a voz ativa!
Sem passado nem presente
Aqui, eis-me ausente

De corpo
Corpo e coração!

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Só, para mim...


Olha ao lado e perceber
Olhavas também para mim
A noite inteira sendo assim
Desajeitado não soube o que fazer

Ao som, ecoavam suaves notas
Esquecendo-nos das outras pessoas
Nas belas canções que tocavam
Coisas que tudo, nada diziam

Restara a pergunta que a timidez
Ou minha falta de jeito
Faltou palavras a esse sujeito
Apenas admirador, inerte, nada fez

Que te tão mudo, perdeu palavras
Atitudes diante de tamanhas
Era a beleza personificada
Minha história permanece assim parada
Sonhando, talvez, cantavas só, para mim

sábado, 16 de abril de 2011

Armado


Não desperdiço lágrima
Poupo sentimentos
Só poucos amores, lástima?
Não, evitando esquecimentos

Dando-me um pouco menos
A que merece, não sermos
O que sou de verdade
Sobra, assim espaço da saudade

Visto armas e armaduras
Frágil casca dura
Evita sofrer, viver
Perder as coisas que tenho que perder

Me escondendo e perdendo
Nas curvas dessa estrada
Me levando ao nada
Nem sofrendo, nem amando, pouco vivendo!

quinta-feira, 14 de abril de 2011

O homem que serei


No momento em que acredito
Viver, sonhar no que é dito
Esperança apaguei do vocabulário
Amor, carinho, risquei do dicionário

A frente pouco consigo enxergar
Nem nas voltas que o mundo dá
Nos poucos sonho que lembro ao dormir
Trazem-me a ilusão, o sorrir

Faltando sentimentos num futuro próximo
Futuro distante, que não me aproximo
Que deixo sempre pra mais tarde
Calado, sem fazer alarde

Só escrevendo
E dizendo
Coisas que nascem
E aqui dentro morrem

quarta-feira, 13 de abril de 2011

O Homem que sou e fui...


As vezes lágrimas me faltam
Como faltam motivos e razões
Todos eles secaram
No turbilhão de emoções

Intensidade me cansou
Ao me ver, não vejo quem sou
Ou aquele homem que fui
Não vejo nada, creio, morri

Em um passado distante
Deixei meu melhor
Deixei o bom e toda a dor
Fiquei sem insensível, inconstante

Errante, poeta de versos que invento
Doidos, nobres, cafonas sentimentos
Que finjo dizer a alguém
Alguém que não sei ao menos
Outro alguém que como eu (agora)
É sem

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Amizade em razão (R.K.)


Amor a primeira vista
Amor sem conquista
Amor por afinidade,
Amor de amizade

Coisas de outra vida
Algo sem explicação, nem motivo
Tudo aquilo que só pode ser sentido
Quando a razão estiver perdida

Amor verdadeiro, sem maldade
Sem outras intenções
Irmãos sem razões
Com destinos em igualdade

Um alguém para a caminhada
Para consolar e rir nesta jornada
Que sem motivos, nem por que
Fez um amor/irmão nascer

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Eu Homem


Coração fechado, faltando emoções
Perde-se nas curvas direções
Sem os versos que me fogem
A mascaram que não vem

Homem frígido, que aprendi ser
Nas dores e desabores
Perdendo aos poucos cores
E razões de viver

Só apenas mais um
Sem sentimento algum
Um ser comum

Sem o dom
Perdendo o tom
O sabor de viver

Eu poeta


Sei que por vezes exagero
Fantasio, aumento, não espero
Pago logo pra ver, para ser
Para sentir, para morrer

Vivo amores imaginários
Em instantes solitários
Crio poemas de falso amor
Precipitado amor
Que as vezes nem existe dor

Crio aumento, invento
A todos momentos surgem
Sentimentos que emergem
Submergem, fazendo-os alento

Para uma vida de quase-amor
Eu já sei de cor a cor
Azul, rosa vermelho
Não importa, importa ser intenso
Para mim e para os meus versos

terça-feira, 5 de abril de 2011

Frase do dia (Reflexão)

"Tudo na vida se resume em quatro partes: início, fim, meio e saudade."

Parado (Na Estrada)


Nessa estrada faltam opções
Morrem, poucas emoções
Me apego a sonhos pequenos
Que de tão,
Não me faz sonhar ao menos

Olho ao redor e me assusto
Olho no retrovisor, pressuposto
Homem feliz ali houve
Parte da história que me coube

Ficou no acostamento
Abandonado a custas
Dos muitos sentimentos
Intensos, circunstâncias devidas

Ao futuro, obscuro me espera
E espero, que a luz no fim do túnel
Não seja artificial, volúvel
Seja novo sol, seja o novo que altera
As rotas desse meu presente
Me faz ser mais e mais ausente

domingo, 3 de abril de 2011

Estagnado (Reflexão)


Quero novas lembranças
Sem velhas esperanças
Que não sugrem mais hoje em dia
Há tempos, falta verdadeira alegria

Tento mas não desapego
Em sonhos está presente
Mesmo há muito ausente
E o futuro, triste, deixou-me cego

Me apegando a quase
Contentando-me com a metade
Sem jamais completar
De corpo e alma, o verbo amar

Faltando força, inspiração
Batimentos, transpiração
Sem novas estradas
Só atalhos que me atrasa

Paro e penso em voltar
Mas não me encontro lá
Permaneço aqui parado
Sem ir nem vir, estagnado

Observando as tolices
As involuções que me tornei
Quem sou? Não sei
Sem futuro, apego-me as preces

Para ser um pouco melhor
Sem amor, só com suor
Perspectivas não há
Impossível conjugar o verbo amarr

sábado, 2 de abril de 2011

A quem quero esquecer

Não mereces meu afago
nem meu carinho
Quando precisou estive
Presente, um pobre sentimento que não viver

Mas sem querer magoa
E não atoa
Me fez triste
Dor silenciosa que persiste

E me faz doer, sofrer
Pelo seu trato
Seu aparato
Me faz sentir e ser

Que quero esquecer

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Sonho (ao acordar)


Hoje eu acordei mais cedo
Olhei o céu lilás
Busquei minha paz
Achei só medo

Medo de deixar a vida passar
E ir passando em vão
Passando em frente, estendo a mão
Para, se quiseres comigo passear

Em lindos campos imaginários
Banhos de chuva acompanhados
De muita loucura, vida, paixão
Paixão intensa tornará amor, ou não

Nas noites atormentadas serei seu abraço
O sono não vem, então passo
Abraçado a ti esperando o sol bater a janela
Me acordando a dizer que o sonho já era

E a vida que espera
Não mais me espera
E o que passou é passado
Enterro tudo, acordo
E... vivo novamente
Novamente Vivo